O formato da primeira cena do filme tinha tudo para funcionar, a introdução é narrada pela voz de Deborah Secco (bem, em um filme ruim) enquanto Bruna digita em seu blog e, aos poucos, a imagem vai mudando, e vira o fato narrado em si, pena que o formato não foi mais explorado. Uma menina nerd adotada que sofria bullying, foge de casa, vira prostituta, se dá muito bem, depois se dá muito mal, é um roteiro bastante previsível, o que, de maneira nenhuma exige um filme fraco, pelo contrário, já vi filmes de desfechos óbvios muito bons. Mas o erro do roteiro foi não deixar claro o gênero que pretendia dar ao filme, que tem como cruciais as cenas tristes, mas contém muitas (muitas mesmo) situações da cômicas, na sua maioria em cenas de sexo.Eu saí da sala de cinema (esqueci de contar eu fui barrada, mas fiz aquele velho truque de comprar ingresso para outro filme e errar a sala) sem saber o que responder quando me perguntassem se como foi. Não foi, simplesmente. Não foi bom, não foi ruim. Ficou naquele meio-termo sem graça, onde ficam todos os filmes legalzinhos.
Pra quem tem curiosidade, sinceramente, espere passar na televisão.
Beijos, Ma.
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